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Brasil alcança índice de 98,3% de reciclagem de latas de alumínio

A Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas) divulgaram, no final de outubro, em uma coletiva de imprensa transmitida pela internet, os dados mais recentes de produção e reciclagem de latas de alumínio para bebidas do país. Com 17 fábricas e capacidade instalada de 21 bilhões de latas (19 bilhões produzidas em 2011), a indústria faturou R$ 5 bilhões no ano passado. O consumo per capita ficou em 94,5 latas anuais, o que representa um crescimento de quase 84% em oito anos – em 2003, esse índice era de 51,5 latas/ano/habitante.

Em termos de mercado, as latas de alumínio envasam 38,4% das cervejas consumidas no Brasil - abaixo do índice de países como Inglaterra, 69%, e Estados Unidos, 53%, e superior aos percentuais da Espanha, 34%, e França, 28%. No setor de refrigerantes, o Brasil fica bem abaixo desses quatro países, com 7,5% do mercado contra 56% dos Estados Unidos, 29% da Espanha, 24% da Inglaterra e 22% da França.

“Nos últimos anos, a indústria conseguiu reduzir a espessura da lata de alumínio, ganhando 51% de produtividade, o que permite diminuir custos e economizar matéria-prima. Passamos de 49 latas produzidas com um quilo de alumínio, nos anos 70, para 74 latas por quilo de alumínio, em 2011”, destaca Renault de Freitas Castro, diretor executivo da Abralatas.

“Quando analisamos o processo de reaproveitamento, talvez tenhamos uma das matérias-primas mais eficientes e eficazes em sua recuperação. O ciclo completo da reciclagem de latas de alumínio no Brasil passou de 45 dias, na década de 90, para 30 dias atualmente”, explica Carlos Roberto de Morais, coordenador da Comissão de Reciclagem da Abal. “Em 2011, o Brasil alcançou seu maior índice de coleta de latas de alumínio de todos os tempos - e isso representa não apenas um recorde nacional, mas um novo patamar mundial -, saltando de 97,6% para 98,3%. Enquanto a venda de latas subiu 3,3%, a coleta cresceu 4%. Isso reflete um processo de educação que não aconteceu do dia para a noite e vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos trinta anos”, reforça Morais.

Em 2011, foram recicladas 18,4 bilhões de latas de alumínio no Brasil, o que corresponde a 50,4 milhões ao dia. Isso significa que o país reciclou 248,7 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas, das 253,1 mil toneladas disponíveis no mercado em 2011. O atual índice de reciclagem brasileiro (98,3%) é seguido pelo Japão, com 92,6%, e Argentina, com 91,1%. Na Europa, a média é de 66,7% e nos Estados Unidos, 65,1%, segundo dados de associações locais apresentados pela Abal.

A coleta de latas de alumínio para bebidas injetou R$ 645 milhões na economia nacional. Além disso, por consumir apenas 5% de energia elétrica, quando comparado ao processo de produção de metal primário, a reciclagem das 248,7 mil toneladas de latas proporcionou uma economia anual de 3.780 GW/h ao país, número equivalente ao consumo residencial anual de 6,5 milhões de pessoas, em dois milhões de residências. “A ampliação dos programas de coleta seletiva, a autossustentabilidade e a tendência de profissionalização das cooperativas de catadores são fatores que poderão impulsionar ainda mais a reciclagem nos próximos anos”, lembra Carlos Roberto de Morais. “O modelo das cooperativas participando da limpeza pública tem a resposta social que o governo quer e que nós achamos também o mais favorável para o meio ambiente e para a sustentabilidade com um todo”, completa Renault de Freitas Castro.

(Fonte:http://www.abal.org.br/)

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